{"id":2493,"date":"2024-10-18T12:35:32","date_gmt":"2024-10-18T15:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/?p=2493"},"modified":"2024-10-18T15:10:48","modified_gmt":"2024-10-18T18:10:48","slug":"a-inconstitucionalidade-da-exigencia-de-diploma-para-o-exercicio-da-profissao-de-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/2024\/10\/18\/a-inconstitucionalidade-da-exigencia-de-diploma-para-o-exercicio-da-profissao-de-jornalista\/","title":{"rendered":"A Inconstitucionalidade da exig\u00eancia de diploma para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f0b24060e7d893a8a0c412ddf852ff9e\"><strong>&nbsp;1. Introdu\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-89a957016ece48fb36001cbd7c167dbb\">O Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o <a href=\"https:\/\/jurisprudencia.stf.jus.br\/pages\/search\/sjur169452\/false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) n\u00ba 511.961\/SP em 17 de junho de 2009<\/a>, declarou a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/legislacao.presidencia.gov.br\/atos\/?tipo=DEL&amp;numero=972&amp;ano=1969&amp;ato=a21gXTU1UMjRVT73d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">art. 4\u00ba, inciso V, do Decreto-lei n\u00ba 972\/1969<\/a> pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. A decis\u00e3o abriu um marco no debate sobre a liberdade profissional e de express\u00e3o no Brasil, eliminando a obrigatoriedade do diploma para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista. O presente artigo tem como objetivo analisar os fundamentos constitucionais e jur\u00eddicos dessa decis\u00e3o, bem como suas implica\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-af1c1621b55cc0b3bc6d8f7931d24c43\"><strong>2. O contexto jur\u00eddico do caso&nbsp;<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0254cfec40892064392f46304d7e1822\">O Decreto-lei n\u00ba 972\/1969, promulgado durante o regime militar, estabelecia, entre outras exig\u00eancias, a obrigatoriedade do diploma em curso superior de jornalismo como requisito para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista. Com a promulga\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Constitui\u00e7\u00e3o de 1988,<\/a> que trouxe um amplo cat\u00e1logo de direitos e garantias fundamentais, surgiram questionamentos sobre a constitucionalidade dessa imposi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ad255b53de1ab19d4343b4f168046c06\"><strong>&nbsp;3. O julgamento do STF e os fundamentos Constitucionais<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-189faf89cdbd7d3cab8b67f558154184\">O STF, em sua composi\u00e7\u00e3o plen\u00e1ria, concluiu que a obrigatoriedade do diploma violava princ\u00edpios fundamentais previstos nos arts. 5\u00ba e 220 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, que garantem a liberdade de express\u00e3o, de informa\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o se baseou, principalmente, nos seguintes dispositivos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-48ff7f5ba9fbb1fd0ebecb88864cb616\">&nbsp;&#8211; Art. 5\u00ba, IV: Garante a livre manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ba51712e5efafaa006e6d70002baa82b\">&#8211; Art. 5\u00ba, IX: Estabelece a liberdade de express\u00e3o da atividade intelectual, art\u00edstica, cient\u00edfica e de comunica\u00e7\u00e3o, independentemente de censura ou licen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-700672ce21d91850eb1b56f035608131\">&#8211; Art. 5\u00ba, XIII: Assegura o livre exerc\u00edcio de qualquer trabalho, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, desde que atendidas as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais exigidas por lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6668876d30da0bc1036db475376cc36d\">&#8211; Art. 220: Garante a liberdade de imprensa e pro\u00edbe qualquer restri\u00e7\u00e3o ao fluxo de informa\u00e7\u00f5es e \u00e0 atividade jornal\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bd4d9750dd649348916c69eb6664cc45\">Com base nesses dispositivos, o STF entendeu que a exig\u00eancia do diploma e o registro profissional representavam uma barreira indevida ao livre exerc\u00edcio do jornalismo, comprometendo tanto a liberdade de profiss\u00e3o quanto a livre circula\u00e7\u00e3o de ideias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-33105bb2065069bf97371b5aa1cda645\"><strong>4. A N\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do Decreto-lei n\u00ba 972\/1969&nbsp;&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0bfc7de9f05164fe69f4dcf1afbe9d18\">A <strong>n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 um instituto do Direito Constitucional brasileiro que ocorre quando uma norma jur\u00eddica anterior a uma nova Constitui\u00e7\u00e3o se torna incompat\u00edvel com os princ\u00edpios, valores ou normas fundamentais introduzidos por esse novo texto constitucional. Diferente da revoga\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o decorre da an\u00e1lise de <strong>conformidade material<\/strong> entre a norma anterior e a nova ordem constitucional.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f536a65afddef5d6e7f91812f36ba392\">Quando uma nova Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 promulgada, ela estabelece um novo sistema jur\u00eddico e, por isso, todas as normas anteriores a ela precisam ser analisadas quanto \u00e0 sua compatibilidade com o novo ordenamento. <strong>A n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o ocorre quando uma norma anterior, embora formalmente v\u00e1lida, deixa de ser aplic\u00e1vel por ser materialmente incompat\u00edvel com a nova Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>. Isso significa que, em vez de a norma ser formalmente revogada por um ato legislativo, ela simplesmente perde a efic\u00e1cia com a entrada em vigor do novo texto constitucional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-803c024cd9ed1d7018036b0696d0db02\">Esse fen\u00f4meno ocorre com maior frequ\u00eancia em Constitui\u00e7\u00f5es que trazem mudan\u00e7as substanciais nos direitos e garantias fundamentais, como \u00e9 o caso da <strong>Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/strong>, que ampliou as liberdades civis e sociais, rompendo com pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias do regime militar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c9d84136a05c7b027e92047326a247a3\">Portanto, a t\u00e9cnica da &#8220;n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o&#8221; utilizada pelo STF no julgamento do RE 511.961 significa que uma norma anterior \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, <strong>apesar de formalmente v\u00e1lida \u00e0 \u00e9poca, \u00e9 incompat\u00edvel com o novo ordenamento constitucional e, portanto, perde sua efic\u00e1cia.<\/strong> Assim, o art. 4\u00ba, inciso V, do Decreto-lei n\u00ba 972\/1969 foi considerado inaplic\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ebe8ab8601312051941caea1e6ccab64\"><strong>Diferen\u00e7a entre n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o e revoga\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-70785b544e874ce4987cd683c828f40e\">\n<li><strong>N\u00e3o recep\u00e7\u00e3o<\/strong>: A norma deixa de ter efic\u00e1cia em raz\u00e3o da incompatibilidade material com a nova Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-00495fc17837b502b79f012c9a145fec\">\n<li><strong>Revoga\u00e7\u00e3o<\/strong>: A norma \u00e9 expressamente ou tacitamente substitu\u00edda por uma nova lei infraconstitucional posterior, mas n\u00e3o h\u00e1 conflito direto com a Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-499544d78e18a6766f05a70fda7eb51f\">Por exemplo, uma lei que estabelecia um regime de censura pr\u00e9via \u00e0 imprensa \u00e9 considerada <strong>n\u00e3o recepcionada<\/strong> pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, dado que esta pro\u00edbe expressamente a censura no art. 220.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1c7385f4118dcc429d93e142c58927fe\"><strong>&nbsp;Exemplos de n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0c6143933b4d5bcab25c7923ada2f1a5\"><strong><em>_ Exig\u00eancia de Diploma para Jornalistas \u2013 RE n\u00ba 511.961<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ad652435dff5222129094e3cbb890bde\">O STF, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio n\u00ba 511.961, entendeu que o art. 4\u00ba, inciso V, do <strong>Decreto-lei n\u00ba 972\/1969<\/strong>, que exigia diploma de curso superior para o exerc\u00edcio do jornalismo, n\u00e3o foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. A decis\u00e3o baseou-se na incompatibilidade com os princ\u00edpios da <strong>liberdade de express\u00e3o<\/strong> e do <strong>livre exerc\u00edcio profissional<\/strong> previstos nos arts. 5\u00ba, IV, IX e XIII, e 220 da Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f1d24d30e20a73b7cf45526b3008e6fd\"><strong><em>_Censura Pr\u00e9via \u00e0 Imprensa e Produ\u00e7\u00f5es Culturais<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6abbaa9b160887839a52e0e1498400ba\">Leis da \u00e9poca da ditadura militar que permitiam censura de jornais, revistas e produ\u00e7\u00f5es culturais foram automaticamente n\u00e3o recepcionadas pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, dado que esta pro\u00edbe qualquer forma de censura pr\u00e9via \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento e \u00e0 atividade art\u00edstica e cultural (art. 220, \u00a7 2\u00ba).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4c3e643f5f96d1070f2690f826f2dead\"><strong><em>_Regime de Pris\u00e3o por D\u00edvida<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7c9c1ff76e894f4fd4ae70c3dfd71090\">A Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 pro\u00edbe a pris\u00e3o por d\u00edvida civil, exceto nos casos de inadimplemento de pens\u00e3o aliment\u00edcia (art. 5\u00ba, LXVII). Assim, qualquer norma anterior que permitisse pris\u00e3o por outras d\u00edvidas civis foi considerada <strong>n\u00e3o recepcionada<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-90c1c728c71fc002f1017617acb5f745\"><strong><em>_Julgamento de Civis por Tribunais Militares em Tempos de Paz<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6a85dd3135b0f7ad3c411612a04470cd\"><em>A Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 restringiu significativamente a compet\u00eancia da <\/em><strong><em>Justi\u00e7a Militar<\/em><\/strong><em>. Por isso, normas anteriores que permitiam o julgamento de civis por tribunais militares em situa\u00e7\u00f5es de paz n\u00e3o foram recepcionadas, conforme entendimento posterior consolidado pelo STF.<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e54395a56785db5092d0a792e4205da4\"><strong>5. Implica\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas \u00e0 decis\u00e3o<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2397e6f8dc5decc2a3d290a9d35a5c3e\">A decis\u00e3o gerou rea\u00e7\u00f5es divergentes. De um lado, defensores da liberdade de express\u00e3o celebraram a abertura da profiss\u00e3o de jornalista, entendendo que a comunica\u00e7\u00e3o e o jornalismo s\u00e3o atividades que n\u00e3o devem ser restritas a um grupo espec\u00edfico. Por outro lado, cr\u00edticos apontaram que a medida poderia impactar a qualidade da informa\u00e7\u00e3o e desvalorizar o papel das forma\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas na \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4b01002b4725062170ab625656b98c6d\">Al\u00e9m disso, a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a profiss\u00e3o de jornalista gerou debates sobre a necessidade de algum tipo de certifica\u00e7\u00e3o ou c\u00f3digo de \u00e9tica que garanta a responsabilidade dos profissionais, sem, contudo, violar os princ\u00edpios constitucionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-be787c481865e5289115daac56170d7b\"><strong>6. Conclus\u00e3o&nbsp;&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-945fb0db88eda199fdedf176ea310a76\">A decis\u00e3o do STF no RE n\u00ba 511.961 representa uma vit\u00f3ria para a liberdade de express\u00e3o e a pluralidade de ideias, pilares fundamentais da democracia. Ao afastar a obrigatoriedade do diploma para o exerc\u00edcio do jornalismo, o Tribunal reafirmou que o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser restringido por normas burocr\u00e1ticas. No entanto, o debate sobre a qualidade da informa\u00e7\u00e3o e a \u00e9tica na profiss\u00e3o continua em aberto, exigindo a constru\u00e7\u00e3o de novos modelos que conciliem liberdade e responsabilidade na pr\u00e1tica jornal\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e886e90da2fbfca9e3201a01c5249c9f\"><strong>7. Refer\u00eancias&nbsp;&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f12d834ec25296199b86995d4d292602\">&#8211; Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil de 1988.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e645f6645d7554875b02e291d7aca0ca\">&#8211; Decreto-lei n\u00ba 972, de 17 de outubro de 1969.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1d303f69fedf73cf811deae04c69da2a\">&#8211; STF. Recurso Extraordin\u00e1rio n\u00ba 511.961\/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 17\/06\/2009. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.stf.jus.br.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0ab77fc4310b5f0d19c83c52fee891a1\">Jos\u00e9 Deivison de Oliveira Coutinho&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8169630366fd804a1f75e4fa54b94c9e\">Advogado, OAB RJ 186.125&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6f6902dd3329b9abded2eaf2ed86c727\">Contatos 21-3074-4166\/ <a href=\"https:\/\/wa.me\/+5521979450443?text=Ol%C3%A1,%20como%20posso%20ajudar?\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">21-97945-0443<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-78d28b8284812ad79d3b73a82c6b1bbb\">Localiza\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/maps.app.goo.gl\/fWcRFQiVMukGWEjD8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/maps.app.goo.gl\/fWcRFQiVMukGWEjD8<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e1f819f612d05dc34bdf97838985a576\">Advogado Previdenci\u00e1rio no Rio de Janeiro-RJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1471485bad384c05bbad3a19289b7f66\">Advogado Trabalhista no Rio de Janeiro-RJ&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;1. Introdu\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) n\u00ba 511.961\/SP em 17 de junho de 2009, declarou a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do art. 4\u00ba, inciso V, do Decreto-lei n\u00ba 972\/1969 pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. A decis\u00e3o abriu um marco no debate sobre a liberdade profissional e de express\u00e3o no Brasil, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2497,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[17,13,19,15,20,14,21,18,12],"class_list":["post-2493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-advogado-inss-rio-de-janeiro-l","tag-advogado-previdenciario-rio-de-janeiro","tag-advogado-trabalhista-rio-de-janeiro","tag-aposentadoria-por-idade","tag-causa-trabalhista","tag-como-posso-me-aposentar","tag-direito-do-consumidor","tag-meu-inss","tag-revisao-da-vida-toda","wpbf-post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2493"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2501,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2493\/revisions\/2501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/advogadoinssrj.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}